Miss Brasil – As preferidas

Olá leitores.

Hoje estou aqui para expor a vocês quais são as minhas misses favoritas, que foram eleitas Miss Brasil!

O concurso Miss Brasil teve inicio em 1954 e se expande até hoje. Somos um dos cinco maiores países que conquista classificações em concursos internacionais, e claro que sempre vai haver controvérsias de gostos, pois cada um tem o seu. E hoje decidi expor o meu, dentre as 59 misses que já foram eleitas, vou mostrar pra vocês as que mais me chamaram a atenção. 

Vale lembrar que algumas curiosidades das misses são retiradas de sites especializados.

 

MARTHA ROCHA – MISS BRASIL 1954

Tem como falar em Miss Brasil e não lembrar dessa deslumbrante Miss, Martha foi a primeira mulher a ser eleita Oficialmente Miss Brasil no ano de 1954, com isso ganhou o direito de nos representar no Miss Universe.

 Em julho de 1954, Martha chega aos Estados Unidos e pesquisas já a consideravam eleita a Miss Universo. Martha ficou em 2º lugar e diz a lenda que a perda do o título de Miss Universo para a americana Miriam Stevenson se deveu a duas polegadas a mais nos quadris. O segundo lugar deu a Miss a fama absoluta. Depois do concurso, Martha Rocha tornou-se referência nacional de beleza.

Em sua vida após concurso Martha 

A partir de 1996, passou a aparecer em júris de concursos de beleza se tornando a primeira miss a cobrar cachê para tanto. Em entrevista publicada em abril de 2006 pela revista IstoÉ, Martha explicou que era uma necessidade, pois no ano anterior perdera todo o dinheiro que tinha com a falência de uma instituição financeira (a Casa Piano) comandada à época por um de seus familiares no Rio de Janeiro.

Em 2000, descobriu ser portadora de câncer de mama após assistir a uma reportagem televisiva sobre mutirões de saúde que promoviam o autoexame. A partir daí, Martha passou a ter outro estilo de vida. Nessa época, mudou-se do Rio para Volta Redonda, onde reside um de seus filhos.

Em 2004, Martha foi homenageada com uma exposição itinerante de fotos de sua trajetória como Miss Brasil. Nesse ano, o concurso chegava ao seu 50º aniversário.

 

TEREZINHA MORANGO – MISS BRASIL 1957

Outra Miss que me chamou atenção na década de 50 foi a amazonense Terezinha Morango, a única Miss Amazonas a ter o título de Miss Brasil, foi também o primeiro título da região norte do país. Ao ser eleita Miss Brasil, a jovem foi mandada para Long Beach, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos para competir no famoso Miss Universo, ocorrido no dia 19 de julho. Com sua simplicidade amazonense, que até hoje todos destacam, ela conseguiu ficar em segundo lugar, perdendo apenas para a peruana Gladys Zender. A bela amazonense foi ainda Miss Rio Negro, no concurso anualmente promovido pelo Atlético Rio Negro Clube, e que foi também sua primeira vitória em concursos de beleza. Um ano antes de sua eleição como Miss Brasil, ela foi eleita Miss Cinelândia 1956 e fez uma pequena participação especial no filme Garotas e Samba, dirigido pelo produtor Carlos Manga, na época.

 

 

 

 

ADALGISA COLOMBO – MISS BRASIL 1958

Sem dúvida nenhuma eu poderia deixar de citar ela em minha lista, Adalgisa nasceu no Rio de Janeiro em 1940, e faleceu em 17 de Janeiro de 2013. Dois anos antes de se tornar Miss Brasil ela atuou no filme Com Água na Boca. No Miss Universo, realizado nesse ano em Long Beach, Califórnia(Estados Unidos), ficou em segundo lugar, perdendo apenas para Luz Marina Zuluaga. Renunciou durante o reinado por estar de casamento marcado, mas oficialmente é a vencedora do concurso; nenhuma outra candidata a sucedeu até a realização do Miss Brasil 1959. Trabalhou como apresentadora da TV Rio durante a década de 60, onde apresentou programas diversos, a maioria dirigidos ao público feminino. Em 2004 foi homenageada pelo site Misses do Brasil como a “Miss Brasil Inesquecível”, por ocasião dos 50 anos do concurso.

 

STAEL ROCHA ABELHA – MISS BRASIL 1961

   Stael foi a segunda mineira a obter o título de Miss Brasil, apesar de não se classificar no Miss Universe, eu gosto muito da beleza dessa moça quando eleita.

   Quando foi coroada, ela não queria viajar para Miami Beach, Flórida (EUA) para disputar o Miss Universo devido aos ciúmes do namorado, mas a comissão organizadora a convenceu a viajar na véspera do embarque.

 

 

 

 

IÊDA VARGAS – MISS BRASIL 1963

Uma Miss Brasil que também não poderia faltar desta lista é Iêda, ela foi a primeira Miss Brasil a se tornar Miss Universo, 

Em 1 de agosto de 1964 Ieda encerrou seu reinado, coroando sua sucessora durante o Miss Universo daquele ano, a gregaCorinna Tsopei. Viveu por alguns anos em Miami e casou-se em 1968 com José Carlos Athanázio, já falecido, com quem teve dois filhos.

Depois disso voltou para Porto Alegre e sem a pretensão de seguir alguma carreira artística, desde então recolheu-se a umavida privada em família, com pequenas participações em eventos nacionais e internacionais, para o qual, geralmente, é convidada de honra. Numa votação popular organizada pela rede de televisão RBS, com direito a um especial sobre suas vidas, Ieda foi incluída entre os ’20 Gaúchos que Marcaram o Século XX’, ao lado de nomes como Mário Quintana, Elis Regina, João Goulart, Getúlio Vargas, Lya Luft e Érico Veríssimo

 

 

MARTHA VASCONCELLOS – MISS BRASIL 1968

 

Uma Miss que eu amo de paixão é Martha, a terceira e última baiana a ser eleita como Miss Brasil Universo. Antes de participar do Miss Bahia, Martha, que era professora de alfabetização em Salvador, enfrentou a resistência da família. O pai, Ivo de Sá Vasconcellos, um reputado advogado baiano de costumes conservadores, não queria ver a filha desfilando de maiôs em passarelas e Martha, para contrariá-lo, inscreveu-se no Miss Bahia, após insistentes pedidos de uma prima, e venceu o concurso. O título baiano só fez aumentar a dificuldade de Martha com a objeção do pai, que não quis permitir que a filha participasse do Miss Brasil. Foi necessária a intervenção do governador da Bahia, Lomanto Júnior, para que Martha pudesse viajar para o Rio, para onde foi acompanhada da secretária da esposa do governador, já que sua mãe não quis fazer o papel de “mãe de miss”. No estádio do Maracanãzinho, na cidade do Rio de Janeiro, em 29 de junho de 1968 ela se tornou a terceira baiana a vencer o título nacional, derrotando outras 24 candidatas, entre elas Maria da Glória Carvalho, eleita meses mais tarde Miss Beleza Internacional.

Depois de mais uma vez conseguir dobrar o pai, que se recusava a assinar seu passaporte para permitir seu embarque para representar o Brasil no Miss Universo, Martha chegou a Miami Beach no início de julho. Seus cabelos castanhos, pele muito branca, olhos verdes e corpo perfeito fizeram sucesso entre a imprensa local, que a elegeu como uma das latinas favoritas. Apesar de na época o Miss Universo estar sendo considerado como um evento ultrapassado dedicado apenas à tradicional e conservadora classe média, em meio ao fim de uma década em que amor livre, fim do colonialismo, protestos contra a Guerra do Vietnã, direitos civis, apologia das drogas, postura radical contra o sistema e mudanças culturais eram as palavras de ordem, o concurso continuava crescendo em popularidade fora dos Estados Unidos. Uma das coisas em que ela mais chamava atenção dos repórteres, era capacidade de tirar um cochilo onde estivesse, sentada, encostada em outra candidata ou até de pé. Como um tipo de presságio de sua vitória, o tema da produção do concurso foi South American Extravaganza e as candidatas no palco cantaram músicas da Bossa Nova em português, como Mas que Nada, de Jorge Ben.

As cinco finalistas foram, além de Martha, misses Finlândia, EUA, Venezuela e Miss Curaçao, Anne Marie Braafheid, a primeira negra a chegar às TOP 5 de um concurso de Miss Universo e que acabou em segundo lugar. Recebendo a notícia da vitória pelo anúncio de Bob Barker quase em estado de choque, Martha foi coroada pela Miss Universo 1967, Sylvia Hitchcock, que também tinha participado de sua coroação no Miss Brasil um mês antes.

Durante seu reinado, entre as diversas viagens que fez, ela esteve com o Papa Paulo VI no dia de Natal de 1968, visitou aNASA como convidada de honra e virou nome de viaduto em Salvador. No dia a dia da vida como Miss Universo, porém, ela deixou opiniões controversas entre aquelas que a acompanharam. Desde a primeira noite após a coroação, Martha sofreu com saudades de casa e do namorado desde a adolescência, tendo crises de choro contínuas. Sua relação com suas damas de companhia oficiais (chaperones) da Organização Miss Universo, não foi das melhores. Anamaria Chumba, autora do livroThe World of Miss Universe e que cinco anos antes se derramara em elogios sobre Ieda Maria Vargas assim descreveu o relacionamento, desde a chegada de Martha para o concurso:” Miss Brasil é uma criança mimada. A primeira coisa que fez assim que chegou foi pedir uma grande refeição, lavar seus longos cabelos e pegar uma das camas só para ela. Tinha uma moça que a acompanhava (a filha do governador da Bahia, que acompanhou Martha a Miami) que ficava dando ordens a todos em volta. Aquilo estava me deixando louca.”  Chumba diz da dificuldade de trabalhar com Martha durante o reinado, que causou dor de cabeça aos organizadores: “Martha participou do concurso apenas para fazer marketing da sua beleza. Ela precisava de dinheiro para casar e a única maneira de conseguir isso era tirar vantagem da função, era pura ostentação. O dia 20 de julho de 1969, em que ela passou a coroa à sucessora, Gloria Diaz das Filipinas, foi o melhor dia daquele ano pra mim!”.

 

REJANE VIEIRA – MISS BRASIL 1972

Pra mim poderia ser outra brasileira a ser eleita Miss Universo. Nascida em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, Rejane criou-se na cidade de Pelotas, no mesmo estado, onde levava uma vida simples. Aos 17 anos de idade, quando trabalhava como vendedora numa loja de calçados, foi descoberta por clientes do local e convidada para participar do concurso Miss Pelotas. Após a vitória no concurso, participou do Miss Rio Grande do Sul, no qual também obteve o primeiro lugar, o que a levou ao Miss Brasil, que venceu em 23 de junho, sendo eleita para representar o país no Miss Universo daquele ano. Neste concurso, obteve o segundo lugar, perdendo o título para a australiana Kerry Anne Wells. Na volta de Porto Rico, onde se tornou a quarta brasileira segunda colocada no Miss Universo, Rejane recebeu uma recepção apoteótica em Porto Alegre, desfilando em carro aberto pelas ruas da cidade sob chuva de papel picado.

Rejane e a eleita Miss Universo

Rejane morreu em 26 de dezembro de 2013, aos 59 anos de idade, em decorrência de um acidente vascular cerebral. Ela se recuperava de uma trombose sofrida na perna após uma queda, ocorrida em abril do mesmo ano. Deixou dois filhos: Rodrigo, fruto do casamento com Rubens Goulart, e Júlia, da relação com o diretor de produção Ítalo Granato.

Segundo o missólogo e amigo da atriz, Evandro Hazzy, Rejane tomava medicamentos para hipertensão arterial e era bastante ansiosa. O uso de remédios aumentou após ela ter descoberto um aneurisma.

 

Continuaa……..

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